WoodstockAssim como o Fusca os anos 70 nunca terminaram

Assim como o Fusca, os anos 70 nunca terminaram. Pelo menos na música. Quase todas as novas ( novas?) bandas de pop se inspiraram nas músicas dos anos 70. Olha o Supergrass. Olha o MGMT. E o Gotye então, com seus acordes saudistas de nobreza, lembrando muito Charles Bradley que emitia uns acordes parecidos, mas sempre de forma natural e 100% instrumental. Nem mesmo a música eletrônica, esta movida à pilha, resistiu tanto a modernidades quanto os anos 70 com toda sua diversidade de ritmos, misturas, tons, aflorando loucamente e dando vida aos festivais, aos palcos surreais no meio do mato e se tornando a vasta trilha sonora de um tempo que não volta, mesmo porque nunca terminou. Para aqueles que repetem à esmo a palavra “diversidade”, sugiro que tomem um ônibus lissérgico rumo à estação ( ou seria à dimensão?) Woodstock e estudem, se é que o jovem de hoje ainda tem cabeça para isso. Mais incrível que ver a música do passado ecoando, é ver os ícones vivos, em pele e osso subindo no palco. Me lembra a volta dos mortos vivos quando vejo Rolling Stones anunciando um novo show, mas me mostra também o quanto esses transformadores, visionários, verdadeiros artistas vieram para deixar uma marca. Não só no comportamento, na história musical. Depois de anos de drogas e experiências bizarras à granel, eis que os clássicos voltam ao palco, assombrando aqueles que os consideravam mitos do passado, levando à loucura aqueles que sempre o amaram mas nunca os viram tão de perto e finalmente provando aos modistas preguisosos que os anos 70 foram tão relevantes, que precisam de muito mais de 100 anos para terminar.

Roberto Calderón

Mentor anjo, CEO e fundador da FutureLab - Startup Builder and Capital | Especialista em viabilidade e planejamento de Startups, presidente do comitê de e-commerce e premiado em 2015 e 2016 com melhor profissional de marketing digital

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