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KARAOKE, UMA CHANCE PARA QUEM NÃO SABE CANTAR

O karaoke é tão antigo quanto a necessidade que o homem tem de se exibir. No passado, os homens conquistavam territórios, como Alexandre, o Grande, e assim, ganhavam fama e prestígio. Na atualidade, órfãos de coragem e sem nada mais para conquistar além de uma promoção na empresa, dispostos a ganhar nem que for 2 minutos de fama, os homens cantam. E sabe porque o karaokê surgiu nos bares e não em casas de show? Simples. Para criar coragem de subir no palco e cantar uma música do Waldick Soriano, o cara tinha que beber que nem um porco. Nasceu no karaokê também a necessidade do backing vocal. Como o sujeito, depois de uns 50 sakes, mal conseguia andar, enquanto se apresentava tinha que ser literalmente se apoiando em duas garçonetes. E como alguém  nesse estado alguém conseguia cantar sem ser expulso? Porque a plateia, estava tão chapada quanto o cantor e mal conseguia saber se aquele sujeito com gravata no pescoço, sem camisa e sem senso crítico estava cantando ou fazendo um discurso. Mas qual a diferença? Embalado pela alucinação alcoólica do sake barato, o sujeito queria mais era soltar a voz e a franga, chocando todos com suas imitação tosca de Elvis. Como o sujeito não tinha condições de recitar nem mesmo um texto de bilhete, no karaoke havia uma tela mostrando a letra da música. Para faciitar ainda mais a vida do cantor, uma simpática bolinha animada mostrava exatamente que palavra ele tinha que dizer para acompanhar o generoso playback de fundo. Ninguém sabe até hoje o que era pior: a ousadia de subir no palco ou a coragem de cantar músicas do Roberto Carlos para uma plateia de punks. Daí o termo “karaoke”, que vem da expressão “cara! O que?”,que os amigos de copo soltavam ao saber que o sujeito ia mesmo subir num palco para cantar, mesmo sem condições de assobiar. O ridículo da cena se tornou algo folclórico e enquanto funcionários do governo, grandes advogados, profissionais de renome queimavam sua reputação em palcos de karaoke, os donos dos bares ficavam cada vez mais ricos. Daí o crescimento desta prática que fez da exposição ao ridículo um hobby.

Roberto Calderón

Mentor anjo, CEO e fundador da FutureLab - Startup Builder and Capital | Especialista em viabilidade e planejamento de Startups, presidente do comitê de e-commerce e premiado em 2015 e 2016 com melhor profissional de marketing digital

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