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A velha nova música está de volta

Sempre que falam que sou velho porque ouço Dream Weaver do Gary Wright ou Wendy do The Association ou ainda a lendária If You Could Read My Mind na voz do Ray Conniff, (desculpe por isso), só me resta responder que não existe música velha, existe música boa e música ruim. Do contrário o que seria da música clássica? Agora o que é música boa? Aquela que a gente gosta de ouvir, é lógico. A música que emociona, assim como o filme que prende na cadeira, cumpriu seu objetivo, se é que a verdadeira inspiração vem com esta missão tão limitada de cumprir uma função. Até hoje, não sei se por vício, comodismo ou falta de opção, no Natal a música Imagine, de mais de 40 anos, subitamente ressussita em todas as vitrolas, cd players e i pods. E emociona. Muito antes da globalização, Imagine, imagine você, já falava exatamente sobre o fim das fronteiras. Quer coisa mais atual? Música velha, como você pode ver e ouvir, funciona e música de meia idade também. Basta ver que os maiores sucessos de hoje são os mesmos de antes de ontem, agora regravados e remasterizados. Olha a rede Globo. Até hoje cria para suas trilhas remakes de composições lendárias e quase sagradas, pois continuam vivas, na memória e na caixa de som. A própria publicidade relança à todo momento sucessos dos anos 70, dando um clima inconfundível às suas campanhas e aumentando o recall ( uma palavra que daqui a pouco vai ficar velha) . Nos próprios filmes a quantidade de clássicos é impressionante. A emoção que causam, por mais que se repita, não envelhece. E mesmo os puristas (ou seria os futuristas?), que recusam o antigo a todo momento, quando menos imaginam estão ouvindo What Is Love e achando que a música foi criada pela Kiesza. Do mesmo jeito, quem ouve O Mundo é um Moinho só pensa no Cazuza. Se Woman In Love é boa, se All in Love is Fair é brega, se Xanadu é fora de moda, o tempo vai dizer. Aliás já vem dizendo faz tempo. Essas músicas fazem parte de todos os tempos, de todas as vidas, de todas as gerações. Do contrário, o tempo não as respeitaria tanto.

Roberto Calderón

Mentor anjo, CEO e fundador da FutureLab - Startup Builder and Capital | Especialista em viabilidade e planejamento de Startups, presidente do comitê de e-commerce e premiado em 2015 e 2016 com melhor profissional de marketing digital

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